Olá leitores e leitoras.
Hoje, minha quinta aula prática (tive vários cancelamentos por causa de tempo ruim e/ou problemas mecânicos*), fiz meu primeiro pouso no controle.
* Problemas mecânicos: De última hora, já na cabeceira da pista, o conta-giros do motor parou de funcionar. Não é um instrumento essencial ao vôo, embora importante pra algumas manobras, e sua falha não determina a queda de uma aeronave, mas, por pura precaução e responsabilidade, eu mesmo sugeri que abortássemos a decolagem.
Fiz várias aproximações e alinhamento com a pista, mas, no começo, ainda distante o instrutor assumia o controle. Na última quinta-feira, eu fiz a decolagem parcial (ele controlou a direção da aeronave, enquanto eu controlava acelerador, profundor e ailerons, e lia instrumentos). Na hora do pouso, fiz a aproximação e alinhamento, e ele assumiu o controle a uns 10 metros da pista.
Hoje, pra minha surpresa, decolei sozinho... Na volta, quando já estava alinhado com a pista (faltando uns 100 metros pra cabeceira) ele me disse: "O vento está calmo. Vou deixar vc tentar o pouso."
Que emoção, que sensação de vitória!
Pequena pausa: Preciso um tempinho pra imaginar as quatro listras amarelas que terei nos ombros em poucos anos.
Pronto! Podemos retomar o raciocínio.
O pouso foi suave, nada de traseiro doído. Nenhum passageiro ou tripulante se machucou, e o motor continuou lá.
Bem, pousar com motor, sem vento e em pista asfaltada já não é a tarefa mais fácil do mundo.
Então, respondendo a pergunta do Sami Aguiar, o pouso no Hudson foi uma façanha espetacular.
O impacto na água é o mesmo que em terra firme, mas o avião (fuselagem) ficou em um pedaço, faltando apenas uma das turbinas.
(Se vc puder escolher entre cair na água ou em terra firme, a melhor escolha é a terra firme. Se vc sobreviver ao impacto, não vai correr o risco de afogamento ou de afundar junto com a aeronave).
O comandante foi glorificado. Recebeu merecidos elogios e recompensas... Minha pergunta é: e o co-piloto?
Não eram dois os tripulantes? Daquela cabine saíram dois heróis, mas apenas um foi exaltado (pela mídia; creio que o co-piloto também foi homenageado publicamente pelas autoridades de New York).
Bem, assim que eu erminar de estudar as 600 páginas de regulamentos e passar na prova (50 questões, com nota mínima de 90%) e for autorizado a fazer meu vôo solo (mínimo 12 horas de vôo; já tenho meio caminho andado), volto a postar.
Amanhã de manhã, tenho mais um vôo. Vou aproveitar pra fotografar o avião (ou pedir pra alguém me fotografar com o avião) e acrescento uma foto a este post.
Lembrem-se: QUEM GOSTA DE CHÃO É MINHOCA! (comandante Lysias Augusto da Costa)